Amamentar reduz o risco de câncer de mama e também o câncer de ovário

10/08/2016

Amamentar reduz o risco de câncer de mama e também o câncer de ovário

Além de todos os benefícios da amamentação ao bebê, amamentar também traz benefícios à mulher. Amamentar reduz o risco de câncer de mama e também o câncer de ovário.

Segundo dados oriundos de 47 estudos epidemiológicos de 30 diferentes países, incluindo mais de 140.000 mulheres, a cada 12 meses de amamentação, há redução de 4,3% no risco de câncer de mama.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e complementar à alimentação até os dois anos de vida ou mais. O leite materno contém todos os nutrientes necessários ao bebê, além de anticorpos fundamentais para essa fase inicial da vida.

Por que amamentar reduz o risco de câncer

O motivo pelo qual amamentar reduz o risco de câncer está relacionado ao fato de a amamentação retardar a ovulação e, consequentemente, diminuir o nível de hormônios no organismo. Os cientistas acreditam, por exemplo, que quanto maior é o número de ovulações, maior é o risco de ocorrer a formação de células mutantes pelos altos níveis de estrogênio a que são expostas.

Pela mesma razão é que a amamentação também previne o câncer de ovário. Um estudo realizado na Austrália e publicado no American Journal of Clinical Nutrition relacionou a amamentação ao risco de desenvolver a doença.

Os pesquisadores australianos compararam 493 mães diagnosticadas com câncer de ovário com 472 mulheres saudáveis e com filhos. Verificavam que quanto mais as crianças mamavam, maior era o benefício para as mães. As que amamentaram por quase três anos ou mais o(s) filho(s) diminuíram em 91% as chances de ter um tumor nos ovários. Mesmo as que nutriram com leite materno o bebê por menos tempo (até 13 meses) alcançaram menor probabilidade (63%) de desenvolver câncer de ovário.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mulheres com maior chance de ter a doença são aquelas:

  • com 50 anos ou mais;
  • que já tiveram câncer de mama, útero ou colorretal;
  • que nunca tiveram filhos;
  • ingeriram estrogênio (sem progesterona) por 10 anos ou mais.

As pesquisas comprovam o que há muito tempo já se sabe, que a amamentação se reverte em diversos benefícios também para a mulher. Mas, mesmo que o aleitamento seja prolongado e o risco de um câncer surgir seja pequeno, deve-se manter as medidas de prevenção, como realizar consultas médicas periódicas para avaliar o estado geral de saúde. É sempre bom se cuidar!