Cuidados Paliativos que colaboram com a qualidade de vida dos pacientes

Por: - CRM/SC 3413 - RQE 7715
Publicado em 15/03/2019

Cuidados Paliativos que colaboram com a qualidade de vida dos pacientes

Entende-se por Cuidados Paliativos um conjunto de ações destinadas à melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças graves, progressivas e que ameacem a continuidade de sua vida. O intuito é otimizar o tempo de vida dessas pessoas por meio da assistência humana e compassiva, associada ao conhecimento e rigor técnico. Veremos, neste artigo, questões importantes sobre os Cuidados Paliativos, como suas indicações e pessoas envolvidas.

Cuidados Paliativos : em que consiste essa filosofia?

Os Cuidados Paliativos já existem há muitos anos e são recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De forma geral, oferecem inúmeras formas de cuidados ao paciente, entendendo que é angustiante receber o diagnóstico de uma doença grave.

Esse diagnóstico vem acompanhado de muitos sintomas físicos e, além deles, sintomas de ordem social, psicológica e espiritual, como questões relacionadas a perda da autonomia, a mudança de papéis e funções, conflitos do passado, afastamentos do trabalho e medo da morte.

Os cuidados Paliativos partem do pressuposto de que ninguém fica doente sozinho, e que as doenças graves afetam, também, familiares, amigos e pessoas próximas ao paciente. Estes também precisam de cuidados.

Além disso, o alívio dos sintomas, o acompanhamento multidisciplinar e complementar e o olhar atento aos pacientes e seus cuidadores são pontos estratégicos dos Cuidados Paliativos.

Pacientes que se beneficiam dos Cuidados Paliativos

Os profissionais atuantes em Cuidados Paliativos podem acompanhar um paciente com câncer durante o seu tratamento, por exemplo. A doença será vista e acompanhada pelo oncologista, e o paciente será apoiado pelos Cuidados Paliativos.

Um paciente com sequelas graves de AVE (acidente vascular Encefálico, conhecido como derrame) poderá ser assistido pelo neurologista. Mas os Cuidados Paliativos podem fazer muito para amenizar os problemas que podem surgir com a menor mobilidade, além da carga emocional e psicológica dos familiares e cuidadores dos pacientes.

Temos, ainda, outros exemplos: pacientes em estágios avançados de doenças degenerativas; AIDS; doenças que levam à falência dos órgãos; doenças autoimunes; doenças congênitas; e enfermidades genéticas graves.

Alívio dos sintomas

Uma das questões mais importantes dos Cuidados Paliativos é a avaliação das consequências provocadas pela doença e pelo tratamento. Ou seja, a medida que o médico percebe que a progressão da doença tende a aumentar e está causando sofrimento ao paciente, é chegado o momento de evitar que ele sofra ainda mais.

Os Cuidados Paliativos ajudam no gerenciamento dos sintomas, efeitos colaterais de medicamentos e desdobramentos emocionais daquela doença, buscando amenizar a dor do paciente naquela situação.

O tratamento não precisa ser encerrado

Os Cuidados Paliativos não devem, necessariamente, ser utilizados quando o estágio terminal da doença parece estar cada vez mais próximo. Os cuidados modificadores da doença e os Cuidados Paliativos podem andar juntos e priorizados conforme o estágio da doença.

Isso significa que, partindo-se do diagnóstico da doença, o médico e sua equipe poderão prestar auxílio para aquele paciente, podendo persistir durante o tratamento e continuar até o fim da vida.

A família também participa dos cuidados paliativos

Os Cuidados Paliativos entendem, também, a família e os acompanhantes que se envolvem no processo. É um momento de fragilidade, de questionamentos e medos. Por isso a importância do trabalho ser multiprofissional, onde cada integrante da equipe multidisciplinar exerce seu papel em conjunto com os demais, para o mesmo objetivo: conforto.

Além de médicos, estão envolvidos os enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, capelães, assistentes sociais, dentre outros profissionais, para dar conta de uma extensa demanda de necessidades.

Para realizar a integração dessa equipe, é importante contar com um espaço preparado e que adote a atenção ao atendimento humanizado. Assim, os pacientes não serão vistos apenas pela doença, mas, sim, como os seres complexos e com necessidades distintas.

Escolhendo um espaço de confiança

Ao ser diagnosticado com uma doença incurável, o ideal é que o paciente e seus acompanhantes busquem por um espaço eficiente para o tratamento do problema que, ao mesmo tempo, integre os Cuidados Paliativos e os demais tratamentos.

Assim, uma clínica acolhedora, que conta com Cuidados Paliativos, pode ajudar muito a amenizar o sofrimento do paciente, além de proporcionar maior qualidade de vida àquela situação.

Você se interessou pelos Cuidados Paliativos? Entre em contato com a nossa equipe, faça-nos uma visita e saiba como a Clínica Soma cuida dos pacientes com câncer ou com doenças auto-imunes.

Inscreva-se em nossa newsletter

Receba mais informações sobre cuidados para a saúde em seu e-mail.


Material escrito por:
- CRM/SC 3413 - RQE 7715
Publicado em 15/03/2019

Oncologia clínica Curso de Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (1981) Especialização em Oncologia Clínica (1985)

Agendamento Online
Whatsapp