É possível engravidar depois de um câncer?

28/03/2017

É possível engravidar depois de um câncer?

O diagnóstico de câncer não é uma sentença de morte, mas, com certeza, exige que alguns planos sejam adiados. Por exemplo, o de ser mãe. “E agora? Será que é possível engravidar depois de um câncer?” são perguntas que todas as mulheres que desejam ter um bebê fazem a si mesmas e, mais tarde, ao médico oncologista.

A resposta mais correta é: depende. Primeiro, do tipo de tumor que a mulher teve, do quão agressivo ele foi para o organismo e se gerou alguma sequela. Em segundo lugar, depende da chance de recidiva. Há a possibilidade de que o tumor volte a se formar em função das alterações hormonais que ocorrem no organismo durante a gestação e após o nascimento.

Além disso, caso a doença se manifeste durante a gravidez, existe o risco de a gestante ter de se expor a tratamentos nocivos ao bebê ou não conseguir tratar-se devido às restrições impostas pela condição. Uma mulher grávida não pode fazer radioterapia e tem de aguardar até o quarto mês para iniciar a quimioterapia. Um mês antes do nascimento, o tratamento precisa estar concluído ou ser interrompido.

Não há uma resposta definitiva sobre quando é possível engravidar depois de um câncer

Geralmente, os oncologistas consideram que o risco de haver recidiva é menor se o câncer não se manifestar novamente em até cinco anos após o fim do tratamento. É após esse período que alguns médicos costumam dizer às pacientes que é possível engravidar depois de um câncer. No entanto, caso a mulher engravide antes desse tempo, não quer dizer que a gravidez será prejudicial para a saúde. Na verdade, o que realmente determina quando a mulher poderá ter um bebê são suas condições de saúde.

Alguns tratamentos oncológicos, como a quimioterapia, podem interferir na fertilidade feminina e dificultar a gravidez ao fim do tratamento do câncer. Nesse caso, o que a mulher pode fazer é conversar com o médico sobre essa possibilidade e estudar as alternativas para preservar a fertilidade, que pode incluir o congelamento de óvulos ou embriões.

Mesmo tendo a liberação do oncologista e se considerando livre do câncer, ao engravidar, a mulher deve contar sobre a gravidez ao especialista e informar ao obstetra que já teve câncer para continuar o acompanhamento oncológico paralelamente ao acompanhamento pré-natal.

Seguir todas as orientações médicas e informar-se é a melhor forma de a mulher ajudar a si mesma no enfrentamento do câncer.