O que é psoríase?

Por: - CRM/SC 3413 - RQE 7715
Publicado em 04/06/2019

O que é psoríase?

A psoríase não é uma doença contagiosa, como muitos acreditam. É considerada uma doença autoimune de caráter cíclico, ou seja, seus sintomas tendem a aparecer e desaparecer em períodos definidos. A psoríase afeta desde a pele até as unhas e até mesmo as articulações, dependendo do quadro. 

No entanto, é importante conhecer os tipos de psoríase para compreender a maneira como essa doença se manifesta no organismo, assim como os tratamentos que controlam o problema.

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Acompanhe o artigo e tire todas as suas dúvidas sobre essa doença autoimune que acomete cerca de 2% da população mundial, de acordo com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Psoríase: como se manifesta no organismo?

A psoríase está relacionada ao enfraquecimento do sistema imunológico e, por isso, se enquadra entre as doenças autoimunes. Além disso, as alterações ambientais e a susceptibilidade genética contribuem para o surgimento do problema, embora suas causas ainda sejam desconhecidas.

A resposta imunológica da psoríase acontece com a dilatação dos vasos sanguíneos da pele, quando os linfócitos T, as células de defesa do organismo, passam a liberar substâncias inflamatórias. Dessa forma, uma quantidade anormal de células cutâneas se proliferam e as chamadas placas de psoríase se formam.

Existem vários tipos de psoríase, assim como diversas periodicidades dos ciclos, que tendem a durar de semanas até meses. A seguir, conheça os tipos de psoríase mais comuns:

Psoríase vulgar

Também chamada de psoríase em placas, essa é a manifestação mais comum dessa doença autoimune. O que acontece é a formação de placas secas vermelhas, seguidas de escamas de coloração esbranquiçada ou prateada. 

Esse é um sintoma que gera muita coceira e desconforto, podendo atingir o corpo todo, até mesmo a região genital e a pele que circula as articulações.

Psoríase do couro cabeludo

As escamas surgem em áreas avermelhadas do couro cabeludo, que se intensificam após a coceira. Muitas vezes confundida com a caspa, a psoríase do couro cabeludo elimina os vestígios da pele morta após coçar a cabeça.

Psoríase pustulosa

Nesse caso, a manifestação se dá por meio de manchas na pele ou pústulas, que são uma espécie de bolha com pus que aparece rapidamente após a vermelhidão da pele. Pode acometer o corpo todo ou áreas menores, como dedos, tanto quanto pés e mãos.

Psoríase invertida

A psoríase invertida tende a atingir áreas úmidas por meio de manchas avermelhadas e inflamadas. Assim, pode acometer desde a região próxima aos genitais, como virilhas, axilas e embaixo dos seios. Além disso, quando a pessoa é obesa ou sofre de sudorese excessiva, a psoríase invertida ainda pode se agravar consideravelmente.

Psoríase ungueal

A psoríase ungueal é aquela que afeta as unhas, tanto dos pés quanto das mãos. O que acontece é que a unha cresce de maneira anormal, já que resulta em uma consistência grossa, deformada, escamada e de cor diferente. Em casos mais graves, pode até descolar do leito ungueal.

Psoríase eritrodérmica

Considerado o tipo mais raro de psoríase, acomete todo o corpo com manchas avermelhadas que coçam e ardem com intensidade. Geralmente, a psoríase eritrodérmica se manifesta após algum tipo de psoríase não controlada, assim como em casos de queimaduras graves ou mesmo infecções.

Psoríase artropática

Também chamada de artrite psoriática, esse tipo de psoríase é uma manifestação de espondiloartrite, ou seja, conjunto de doenças inflamatórias das articulações do organismo. Pode acometer pessoas que já manifestaram um quadro de psoríase de pele ou nas unhas.

A psoríase artropática causa intensas dores nas articulações, afetando desde as mãos, pés, quadris e coluna, podendo também levar à rigidez progressiva que migram para deformidades permanentes.

Agora que sabemos os tipos de psoríase, vamos conhecer a melhor maneira de tratá-las, a fim de amenizar suas manifestações.

Tratamento para psoríase

Como existem vários tipos de psoríase, também existem diversas maneiras de tratá-la. Além disso, cada pessoa lida melhor com determinado tipo de tratamento, assim como a combinação específica deles. Por isso, dizemos que o tratamento para a psoríase é individualizado e deve ser recomendado por um especialista de confiança.

Felizmente, os tratamentos para psoríase possibilitam que seus pacientes levem a vida com qualidade. Dentre os tipos de tratamento para psoríase, podemos citar:

Tratamento tópico

O tratamento tópico para psoríase é destinado a tratar do problema por meio de cremes e pomadas, sendo aconselhado para o uso contínuo, junto com outro tratamento simultâneo melhor indicado pelo especialista.

Fototerapia

A fototerapia também está indicada para o tratamento da psoríase e consiste na exposição da pele à luz ultravioleta para amenizar o quadro do problema. A fototerapia só deve ser feita em centros terapêuticos especializados, junto com os profissionais devidamente capacitados.

Tratamento sistêmico

O tratamento sistêmico é baseado na administração de injeções e comprimidos via oral. Esse tratamento é orientado para casos de maior gravidade e também para artrite psoriásica.

Os medicamentos de uso oral atuam na interrupção do processo inflamatório, que agride a pele causando vermelhidão, coceira e descamação.

Medicamentos biológicos

Os medicamentos biológicos são injetáveis e estão indicados para casos de maior gravidade da psoríase. Seu mecanismo de atuação é por meio do cultivo laboratorial de células vivas que atingem as moléculas inflamatórias, originárias da lesão cutânea da psoríase.

Dentre as inúmeras classes de medicamentos biológicos aprovados no Brasil, o destaque é para o ixequizumabe. A vantagem é que esse medicamento age diretamente na doença sem interferir nos processos de defesa do organismo, ou seja, evitando possíveis quedas na imunidade.

Não se esqueça que, para tratar da psoríase de maneira eficaz, é fundamental procurar um centro especializado para tratar doenças autoimunes

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Material escrito por:
- CRM/SC 3413 - RQE 7715
Publicado em 04/06/2019

Oncologia clínica Curso de Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (1981) Especialização em Oncologia Clínica (1985)

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