O que você sabe sobre a hormonioterapia?

23/08/2017

O que você sabe sobre a hormonioterapia?

A hormonioterapia é uma alternativa de tratamento para o câncer. A lógica por trás dela é simples: para que tudo ocorra da maneira correta no organismo, as células precisam se comunicar. Essa função é exercida por substâncias naturais bastante conhecidas por nós, os hormônios.

Quando tumores malignos surgem em locais normalmente estimulados por eles, como as mamas e a próstata, as células cancerígenas passam, então, a utilizá-los em benefício próprio, para crescer e avançar. A hormonioterapia consiste, basicamente, no bloqueio da ação hormonal para evitar que eles auxiliem na evolução da neoplasia.

A terapia pode ser classificada de acordo com sua finalidade (curativa ou paliativa), modo de aplicação (isolada ou combinada), mecanismo de ação (supressão ou aumento dos níveis de hormônios) e método de execução (medicamentosa, cirúrgica ou por radiação).

Para quem a hormonioterapia é indicada

A técnica é aplicada, principalmente, no tratamento do câncer nas mamas, no endométrio, na próstata e, algumas vezes, na tireoide. Em muitos casos, ela complementa um procedimento cirúrgico e/ou a radioterapia e a quimioterapia, e pode ser usada com intenção curativa (sempre em combinação a outros métodos) ou apenas para evitar o avanço da doença.

O tipo de execução e o momento de uso da hormonioterapia dependem de fatores relacionados ao tumor, à idade do paciente e ao risco de efeitos colaterais.

Na aplicação medicamentosa, é importante seguir as orientações do médico durante o tratamento, ingerir apenas a quantidade prescrita e manter a regularidade no uso dos remédios. Doses em horários aleatórios podem comprometer o efeito das drogas e, inclusive, gerar complicações.

Efeitos colaterais da hormonioterapia

É essencial entender que a terapia hormonal tem ação sistêmica, ou seja, age em todo o corpo. Por isso, a ausência da ação de alguns hormônios pode acarretar o mau funcionamento de áreas saudáveis do organismo. Podem surgir sintomas como ondas de calor, impotência sexual, ressecamento vaginal, perda da libido, alterações nos níveis de gordura no sangue e ganho de peso. O risco de trombose também pode aumentar.

Todos esses efeitos podem ser amenizados com medicação, prescrita pelo médico após avaliação. No entanto, é baixa a incidência de complicações graves.

Independentemente de qualquer coisa, é fundamental que o paciente tente manter sua rotina habitual, evitando esforços exagerados. Realizar uma atividade física leve, pelo menos três vezes por semana e sob orientação de um profissional, pode colaborar para o bem-estar geral.

Além disso, apesar de a hormonioterapia afetar a vida sexual, as relações não são  contraindicadas durante o tratamento. Pelo contrário, mantê-las como hábito melhora a autoestima e auxilia a superar os desafios do combate à doença.