Tumores malignos e benignos: qual a diferença entre eles

14/08/2017

Tumores malignos e benignos: qual a diferença entre eles

Muitos pacientes, quando recebem um diagnóstico oncológico, têm dúvidas sobre a diferença entre tumores malignos e benignos. Em primeiro lugar, a palavra tumor significa um aumento de volume em qualquer parte do corpo. Quando ele se dá por crescimento do número de células, é chamado de neoplasia.

Essa expansão acontece devido a uma mutação na estrutura genética dos oncogenes ativadores, que controlam a multiplicação celular e regulam o crescimento e a morte das células. Nos tumores benignos, a alteração é pequena, ou seja, não interfere significativamente nessa função.

Isso quer dizer que as neoplasias benignas têm seu crescimento de forma organizada e, em geral, lenta, apresentando limites bem demarcados, já que ficam restritas a uma cápsula fibrosa. Por esse motivo, elas não se espalham para tecidos vizinhos ou desenvolvem metástases (quando uma célula modificada cai na corrente sanguínea ou nos vasos linfáticos e viaja pelo organismo).

As neoplasias malignas (cânceres), por outro lado, são agressivas, realizam uma multiplicação celular descontrolada e possuem a capacidade de invadir outros órgãos.

Outra diferença entre tumores malignos e benignos se define pela aparência e estrutura das células atacadas. Neoplasias benignas são constituídas por células muito parecidas às originais, ao contrário das malignas.

Como surgem os tumores malignos e benignos?

Devido a fatores hereditários ou adquiridos, como uma alimentação inadequada e o tabagismo, nossas células sofrem mutações. Em um organismo saudável, essas células alteradas são eliminadas pelo sistema imunológico. Quando isso não acontece, elas se reproduzem e formam as neoplasias, tumores malignos e benignos.

Tratamento e cura de tumores malignos e benignos

Um tumor benigno pode ser totalmente removido por meio de cirurgia. O médico o extrai junto com um pedaço do órgão vizinho não atingido. Como essa neoplasia não tem a capacidade de espalhar-se, a operação resolve a maioria dos casos.

Já a cura para um tumor maligno depende de um diagnóstico precoce e do tratamento adotado. Geralmente, é necessário recorrer a métodos agressivos, como a quimioterapia e a radioterapia, para matar as células cancerosas. Dependendo do caso, é preciso realizar um procedimento cirúrgico para retirar áreas maiores já tomadas pela doença.

Exemplos mais recorrentes de tumores malignos e benignos

As neoplasias benignas mais frequentes são lesões de pele, pólipos intestinais e fibromas de mama, de órgãos ginecológicos e de próstata.

Já os tumores malignos mais comuns manifestam-se na pele, nas mamas, no colo uterino, nos pulmões e na próstata.