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Tudo o que você precisa saber sobre o câncer de esôfago

Material escrito por:
Clínica Soma
Tudo o que você precisa saber sobre o câncer de esôfago

câncer de esôfago é considerado o 8º câncer mais comum no mundo. Também é classificado como o 6º tipo mais frequente em homens e o 15º mais identificado entre as mulheres (excetuando-se o câncer de pele não melanoma), de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Leia o artigo para se informar sobre os principais sintomas da doença e entenda o motivo pelo qual esse tipo de tumor se desenvolve.

Câncer de esôfago: o que é?

câncer de esôfago pode surgir em forma de uma lesão maligna ou pode se instalar em regiões onde já existem lesões consideradas pré-malignas.

Normalmente, o tumor aparece na mucosa do órgão e, ao progredir, invade a espessura da parede e atinge outras áreas mais profundas. Além disso, é possível que atinja os órgãos vizinhos, como traqueia, estômago e brônquios. Existem alguns tipos de câncer de esôfago. São eles:

Carcinoma de células escamosas ou epiderme

Que corresponde a 90% dos casos de tumores de esôfago do terço superior e médio. Suas causas estão relacionadas ao tabagismo e álcool, principalmente.

Adenocarcinoma

Em relação aos tumores da porção mais inferior do esôfago, o adenocarcinoma é o mais comum. É encontrado em metade dos casos de câncer de esôfago. O adenocarcinoma ainda está relacionado com casos de esofagite de refluxo e esôfago de Barrett.

Tipos menos comuns de câncer de esôfago

Uma parcela pequena de câncer de esôfago englobam tumores adenoide-císticos, linfomas, carcinomas de pequenas células e sarcoma.

O que aumenta o risco de desenvolver o câncer de esôfago?

As chances de desenvolver a doença irão depender dos fatores de risco que a cercam. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esses fatores são situações à qual a pessoa é exposta que podem aumentar as chances de desenvolver o câncer.

Contudo, é importante frisar que a ausência desses fatores não quer dizer que a pessoa não terá a doença. Tampouco a presença dos fatores indica que a pessoa terá, com certeza, o câncer.

De forma geral, alguns fatores aumentam as chances de desenvolvimento de câncer no esôfago. Dentre eles, podemos citar:

Tabagismo

De acordo com o INCA, o tabagismo é o fator responsável por 25% dos casos de câncer de esôfago. Mesmo as pessoas que não fumam mais ainda possuem chances aumentadas de desenvolvê-lo, quando comparadas às que nunca tiveram o hábito. Obviamente, o risco aumenta ainda mais com a quantidade de cigarros consumidos.

Consumo de álcool

O INCA não estabelece níveis seguros de ingestão de bebidas alcoólicas para o desenvolvimento do câncer de esôfago. O que é conhecido é que o consumo de álcool está diretamente relacionado a esse tipo de câncer, seja esse esporádico ou em excesso.

Em uma pesquisa feita pelo INCA, publicado pela revista Nature Genetics, examinou 552 genomas de pacientes com câncer de esôfago. A pesquisa concluiu que o álcool deixa marcas genéticas nas células do esôfago. Ou seja, a pesquisa comprova a ligação entre o consumo de álcool e o câncer.

Sobrepeso e obesidade

A obesidade tem bastante relação com o câncer de esôfago. Não só com ele, como também com 13 tipos diferentes de câncer. Isso acontece porque o acúmulo de gordura corporal também contribui para o desenvolvimento da doença.

Além disso, a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) também é um fator associado aos quadros de sobrepeso e obesidade e consiste em um dos fatores agravantes para o surgimento do câncer de esôfago. O consumo de carne processada em excesso também é um fator de risco.

Bebidas muito quentes

O consumo regular e em grande quantidade de bebidas extremamente quentes (≥65ºC adiante) pode desencadear a doença. Café, chás e chimarrão são alguns exemplos.

Condições de trabalho

Muitos casos de câncer de esôfago estão relacionados a determinadas condições de trabalho, onde há exposição a:

  • vapores de combustíveis fósseis;

  • herbicidas;

  • ácido sulfúrico;

  • poeiras de construção civil, carvão e metal;

  • histórico de síndromes genéticas com predisposição a câncer;

  • infecção pela bactéria Helicobacter Pylori;

  • síndrome de Plummer -Vinson (um tipo de deficiência de ferro).

Doenças associadas

Além disso, outros fatores se associam ao surgimento do câncer de esôfago, como por exemplo:

  • infecção pelo Papilomavírus humano (HPV);

  • histórico de câncer de pulmão, câncer de pescoço e câncer de cabeça;

  • doenças como tilose, acalasia, esôfago de Barrett, lesões cáusticas no esôfago;

  • deficiência de ferro no organismo.

E como será que é possível identificar os primeiros sinais?

Sinais e sintomas do câncer de esôfago

É importante destacar que o câncer de esôfago não apresenta sintomas na fase inicial da doença. Os sinais e sintomas tendem a surgir quando a doença está em estágio mais avançado. Portanto, o INCA indica que, quando o quadro da doença estiver avançado, as manifestações mais comuns são:

  • dificuldade ou dor ao engolir;

  • dor retroesternal;

  • dor no tórax;

  • náuseas;

  • vômitos;

  • diminuição do apetite;

  • emagrecimento;

  • sensação de obstrução da passagem do alimento.

No entanto, também é importante considerar que a dificuldade de engolir, quando relacionada ao câncer de esôfago, é um sinal de que a doença já está em um estágio muito alarmante.

Esse incômodo ao engolir os alimentos se relaciona tanto aos alimentos sólidos, pastosos e até mesmo líquidos, dependendo do caso.

Como é feito o diagnóstico do câncer de esôfago?

O diagnóstico precoce é realizado por meio da endoscopia digestiva. Esse exame se dá pela introdução de um tubo fino com uma câmera na ponta na boca do paciente que vai descendo pelo esôfago.

Dessa forma, o procedimento ajuda a examinar a parede do esôfago. Havendo suspeita de câncer de esôfago, o médico poderá solicitar outros exames, como a biópsia. Esta consiste na retirada de uma amostra de tecido para realizar uma análise laboratorial e verificar se há presença de células cancerígenas.

Segundo o INCA, a detecção precoce do câncer sempre será a melhor estratégia para otimizar as chances de sucesso do tratamento.

Tratamento para o câncer de esôfago

Para tratar o câncer de esôfago, é importante considerar o estágio da doença. Muitas vezes, os tumores iniciais não necessitam passar por procedimento cirúrgico convencional e podem ser tratados por ressecação local por meio da endoscopia.

Quando se encontra mais evoluído, o câncer geralmente pode ser tratado com radioterapia e quimioterapia associado ou não à cirurgia. Para os casos críticos e avançados, o tratamento indicado é o de caráter paliativo, além de outras vias de tratamento combinadas.

Para obter os melhores resultados do tratamento para o câncer de esôfago, é fundamental que este seja diagnosticado precocemente. Por isso, o ideal é realizar exames de rotina frequentes, além de procurar ajuda médica imediata ao notar qualquer um dos sintomas.

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