Câncer de esôfago – principais causas e sintomas

Por: - CRM 17416 RQE 14723
Publicado em 26/09/2019

Câncer de esôfago – principais causas e sintomas

O câncer de esôfago é considerado o oitavo câncer mais comum no mundo, sendo classificado como o sexto tipo mais frequente em homens e o décimo quinto mais identificado entre as mulheres (excetuando-se o câncer de pele não melanoma), de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Leia o artigo para se informar sobre os principais sintomas da doença e entenda o motivo pelo qual esse tipo de tumor se desenvolve.

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Câncer de esôfago: o que é?

O câncer de esôfago pode surgir em forma de uma lesão maligna ou pode se instalar em regiões onde já existem lesões consideradas pré-malignas. 

Normalmente, o tumor aparece na mucosa do órgão e, ao progredir, invade a espessura da parede e atinge outras áreas mais profundas. Além disso, é possível que atinja os órgãos vizinhos, como traquéia, estômago e brônquios. Existem alguns tipos de câncer de esôfago. São eles:

Carcinoma de células escamosas ou epiderme

Corresponde a 90% dos casos de tumores de esôfago do terço superior e médio e suas causas estão relacionadas ao tabagismo e álcool, principalmente.

Adenocarcinoma

Em relação aos tumores da porção mais inferior do esôfago, o adenocarcinoma é o mais comum, além de ser encontrado em metade dos casos de câncer de esôfago. O adenocarcinoma ainda está relacionado com casos de esofagite de refluxo e esôfago de Barrett.

Tipos menos comuns de câncer de esôfago

Uma parcela pequena de câncer de esôfago englobam tumores adenóide-císticos, linfomas, carcinomas de pequenas células e sarcoma.

O que aumenta o risco de desenvolver a doença?

De forma geral, alguns fatores são desencadeantes para o desenvolvimento de câncer no esôfago. Dentre eles, podemos citar:

Tabagismo

De acordo com o INCA, o tabagismo é o fator responsável por 25% dos casos de câncer de esôfago. Mesmo as pessoas que não fumam mais, ainda possuem chances aumentadas de desenvolvê-lo, quando comparadas às que nunca tiveram o hábito. Obviamente, o risco aumenta ainda mais com a quantidade de cigarros consumidos.

Consumo de álcool

O INCA não estabelece níveis seguros de ingestão de bebidas alcóolicas para o desenvolvimento do câncer de esôfago. O que é conhecido é que o consumo de álcool está diretamente relacionado a esse tipo de câncer, seja esse esporádico ou em excesso.

Sobrepeso e obesidade

O acúmulo de gordura corporal também contribui para o desenvolvimento da doença. Além disso, a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) também é um fator associado aos quadros de sobrepeso e obesidade e consiste em um dos fatores agravantes para o surgimento do câncer de esôfago. O consumo de carne processada em excesso também é um fator de risco.

Bebidas muito quentes

O consumo regular de bebidas extremamente quentes (65ºC adiante) podem desencadear a doença. Café, chás e chimarrão são alguns exemplos.

Condições de trabalho

Muitos casos de câncer de esôfago estão relacionados à determinadas condições de trabalho, onde há exposição a:

  • vapores de combustíveis fósseis;
  • herbicidas;
  • ácido sulfúrico;
  • poeiras de construção civil, carvão e metal;
  • histórico de síndromes genéticas com predisposição a câncer;
  • infecção pela bactéria Helicobacter Pylori;
  • síndrome de Plummer -Vinson (um tipo de deficiência de ferro).

Doenças associadas

Além disso, outros fatores se associam ao surgimento do câncer de esôfago, como por exemplo:

  • infecção pelo Papilomavírus humano (HPV);
  • histórico de câncer de pulmão, câncer de pescoço e câncer de cabeça;
  • doenças como tilose, acalasia, esôfago de Barrett, lesões cáusticas no esôfago;
  • deficiência de ferro no organismo.

E como será que é possível identificar os primeiros sinais?

Sinais e sintomas do câncer de esôfago

Os sinais e sintomas  tendem a surgir  quando a doença encontra-se em um estágio avançado. De acordo com o INCA, quando isso acontece, é possível notar as seguintes manifestações:

  • dificuldade ou dor ao engolir;
  • dor retroesternal;
  • dor no tórax;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • diminuição do apetite;
  • emagrecimento;
  • sensação de obstrução da passagem do alimento.

No entanto, é importante considerar que a dificuldade de engolir, quando relacionada ao câncer de esôfago, é um sinal de que a doença já está em um estágio muito alarmante. Esse incômodo ao engolir os alimentos se relaciona tanto aos alimentos sólidos, pastosos e até mesmo líquidos, dependendo do caso.

Tratamento

Para tratar o câncer de esôfago, é importante considerar o estágio da doença. Muitas vezes, os tumores iniciais não necessitam passar por procedimento cirúrgico convencional e podem ser tratados por ressecção local por meio da endoscopia.

Quando encontra-se mais evoluído, o câncer geralmente pode ser tratado com  radioterapia e quimioterapia associado ou não a cirurgia. Para os casos críticos e avançados, o tratamento indicado é o de caráter paliativo, além de outras vias de tratamento combinadas.

Para obter os melhores resultados do tratamento para o câncer, é fundamental que este seja diagnosticado precocemente. Por isso, o ideal é realizar exames de rotina frequentes, além de procurar ajuda médica imediata ao notar algum dos sintomas.

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Material escrito por:
- CRM 17416 RQE 14723
Publicado em 26/09/2019

Possui graduação em Medicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (2011). Residência Médica em Clinica Médica pelo Hospital Universitário, Florianópolis-SC....

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