Conheça os tumores cerebrais

Por: - CRM/SC 15.316 - RQE 7.721
Publicado em 05/03/2020

Conheça os tumores cerebrais

Os tumores cerebrais correspondem a um crescimento anormal de células no cérebro, sendo caracterizado como maligno ou benigno. Muitas vezes os tumores cerebrais são decorrentes de metástases no cérebro de um câncer em outro órgão, mas também pode se originar exatamente no cérebro.

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Na maioria das vezes, os tumores cerebrais tendem a surgir na meia ou terceira idade, embora possa ocorrer em qualquer faixa etária.

São tumores de alta gravidade, pois podem contribuir para diversas complicações, já que o crânio é bastante rígido e, por isso, impede que o tumor se expanda. 

Outro ponto preocupante dos tumores cerebrais é que, como se desenvolvem em regiões próximas ao cérebro, responsáveis por controlar as funções vitais, podem acabar desenvolvendo determinadas sequelas.

Dependendo do estágio e da localização do tumor, quando tratados precocemente, apresentam chances de cura para o paciente.

Leia o artigo para se informar sobre os tipos de tumores cerebrais:

Tipos de tumores cerebrais: o que você precisa saber

Primeiramente, é importante saber que os tumores cerebrais são classificados em ordem primária e secundária. Os tumores cerebrais primários podem ser malignos ou benignos e se originam em células que estão localizadas dentro do cérebro.

Já os tumores cerebrais secundários são sempre malignos, pois são desencadeados por metástase. Ou seja, se originam a partir de outra parte do organismo e se espalham para alguma parte do cérebro.

Vejamos sobre cada um deles:

Gliomas

A grande maioria dos tumores cerebrais de crescimento rápido são classificados como gliomas. São chamados assim, pois são originários nas células gliais, que constituem o maior componente do tecido cerebral.

Os gliomas mais comuns são os astrocitomas, que se dividem segundo o seu grau de agressividade ao organismo.

  • astrocitoma não infiltrantes (grau I): acomete principalmente jovens e crianças, possui crescimento lento e, na maioria das vezes, é curável;
  • astrocitoma de baixo grau (grau II): podem crescer em áreas próximas e aumentar a velocidade de crescimento, embora tendam a apresentar crescimento lento;
  • astrocitomas anaplásicos (grau III): tendem a crescer mais rapidamente do que os citados anteriormente;
  • glioblastomas (grau IV): crescimento acelerado e consistem nos tumores cerebrais malignos mais incidentes nos adultos.

Oligodendrogliomas

Esse tipo de tumor cerebral se origina nas células de sustentação do tecido cerebral, chamadas células oligodendróglias

São raros e tendem a ter um crescimento mais lento. São mais frequentes em adultos e dificilmente se disseminam para fora do cérebro ou da medula espinhal.

Meduloblastomas

Os meduloblastomas se desenvolvem a partir de células neuroectodérmicas, originárias no cerebelo, embora possam se iniciar em outras partes do sistema nervoso central. 

Apresentam crescimento rápido, mas podem ser tratados com cirurgia, quimioterapia e radioterapia. É um tumor muito comum em crianças.

Meningiomas

São tumores de crescimento lento que se iniciam nas meninges, camadas de tecido que circunda a parte externa do cérebro e da medula espinhal. 

Acometem principalmente mulheres e tendem a se tornar mais comuns com o envelhecimento. 

Metástases cerebrais

Como já dissemos, os tumores cerebrais secundários são aqueles que se originam por metástases de câncer que iniciou em outros órgãos do corpo.

Esses são os tipos mais comuns e os locais originários mais frequentes são:

    • câncer de mama;
    • câncer de pele (melanoma);
    • câncer de rim;
    • câncer de pulmão.

Como existem diversos tipos de tumores cerebrais, existem também diversos sintomas que podem surgir e, da mesma forma, para cada situação, um tipo de tratamento oncológico será indicado.

Converse com o seu médico

Um tumor cerebral deve ser investigado com biópsia e exames de imagem. A partir disso, será possível adotar as medidas de tratamento mais eficazes para cada caso, que podem envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Converse com o oncologista de sua confiança e descubra quais são as melhores opções para o seu caso. 

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Material escrito por:
- CRM/SC 15.316 - RQE 7.721
Publicado em 05/03/2020

Atende Oncologia Geral e tem especial interesse nas áreas de Oncologia Torácica, Uro-Oncologia e Neurooncologia. Preceptora da Residência de Oncologia...

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