É possível engravidar depois de um câncer?

Por: - CRM/SC 3388 - RQE 3250
Publicado em 27/02/2020 - Atualizado 03/03/2020

É possível engravidar depois de um câncer?

Câncer e gravidez: esse é um tema que, muitas vezes, gera dúvida por parte dos pacientes. Afinal, é possível ter filhos após ter passado pelo câncer?

Embora o diagnóstico do câncer possa ser bastante impactante e doloroso, é importante saber que há esperanças para uma vida saudável após a doença, principalmente quando a descoberta é precoce.

Da mesma forma, o desejo de engravidar também pode permanecer presente, após o tratamento do câncer. Mas, qual a melhor forma de lidar com isso?

É exatamente para te ajudar nessa questão que preparamos esse artigo. Leia na íntegra e descubra se é possível dar vez à maternidade após o tratamento oncológico.

Câncer e gravidez: o que devo saber sobre isso?

Será que é possível engravidar depois de um câncer?

Essa é uma das perguntas que todas as mulheres que desejam engravidar após o câncer fazem a si mesmas e, mais tarde, ao médico oncologista. Primeiramente, para responder isso, é importante orientar que cada caso é um caso e deve ser analisado individualmente.

Inicialmente, deve ser considerado o tipo de tumor que a mulher teve, se houve sequela e do quão agressivo a doença se expressou para o organismo. 

Em segundo lugar, é necessário verificar se há chance de recidiva.Caso a doença se manifeste durante a gravidez, existe ainda o risco de que a gestante tenha a necessidade de se expor aos tratamentos oncológicos, o que seria nocivo ao bebê. 

Além disso, caso a doença se manifeste durante a gravidez, existe ainda o risco de que a gestante tenha a necessidade de se expor aos tratamentos oncológicos, o que seria nocivo ao bebê. 

Da mesma forma, é possível que a paciente fique impossibilitada de se tratar, em decorrência das restrições impostas pela condição. 

Por exemplo, uma mulher grávida não pode fazer radioterapia e tem de aguardar até o quarto mês para iniciar a quimioterapia. Além disso, em no máximo um mês antes do nascimento, o tratamento precisa estar concluído ou deve ser interrompido, de qualquer forma.

Cada caso é único

É muito importante orientar aos pacientes com câncer que não há uma resposta definitiva sobre quando é possível engravidar depois de passar pela doença.

No entanto, de maneira geral, os oncologistas consideram que o risco de haver recidiva é menor se o câncer não se manifestar novamente em até cinco anos, após o fim do tratamento. Inclusive, é justamente após esse período que alguns médicos costumam orientar as pacientes sobre a possibilidade de engravidar depois de um câncer

De qualquer forma, é importante deixar claro que, caso a mulher engravide antes desse tempo, isso não significa que a gravidez será prejudicial para a sua saúde. Na verdade, o que realmente determina quando a mulher poderá ter um bebê são suas condições de saúde.

Opte por preservar a fertilidade

Alguns tratamentos oncológicos, como a quimioterapia, podem interferir na fertilidade feminina e dificultar a gravidez ao fim do tratamento do câncer. 

Nesse caso, o que a mulher pode fazer é conversar com o médico sobre as melhores possibilidades disponíveis para a sua situação. Além disso, é fundamental estudar as alternativas para preservar a fertilidade, já que hoje em dia, é possível escolher o melhor momento de se tornar mãe. 

Ou seja, caso a mulher seja diagnosticada com câncer e ainda tenha o desejo de ser mãe, é possível que a paciente congele os seus óvulos antes de passar pelo tratamento do câncer. 

Assim, após o tratamento do câncer, os gametas estarão preservados e, futuramente, podem gerar uma criança. 

Converse com seu médico

De qualquer maneira, é fundamental orientar as pacientes com câncer para que tenham uma conversa clara com o seu médico, mesmo após o término do tratamento.

Isso, pois, mesmo com a autorização do oncologista para engravidar e após o término do tratamento, a mulher deve informar o especialista sobre a gestação quando acontecer. 

Da mesma forma, ela deve informar ao obstetra que já teve câncer e, assim, continuar o acompanhamento oncológico paralelamente ao acompanhamento pré-natal.

Lembre-se que seguir todas as orientações médicas e manter-se sempre informada é fundamental para que a mulher ajude a si mesma no enfrentamento do câncer.


Material escrito por:
- CRM/SC 3388 - RQE 3250
Publicado em 27/02/2020 - Atualizado 03/03/2020

Curso de Medicina: Universidade Federal de Santa Catarina (1982) Especialização em Oncologia Clínica (1986) Hoje atua no Hospital de Caridade, Hospital Baía...

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