Tudo o que você precisa saber para ajudar um amigo com câncer

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Publicado em 29/09/2019

Tudo o que você precisa saber para ajudar um amigo com câncer

A confirmação do diagnóstico do câncer é um momento desafiador na vida do paciente e da mesma forma, a família e os amigos mais próximos tendem a ficar bastante abalados.

No entanto, é muito importante que para ajudar um amigo com câncer, a pessoa esteja calma, equilibrada e saiba como proceder com a situação da melhor forma possível. Afinal, o paciente oncológico necessita de ajuda nesse momento e não de mais preocupações, não é mesmo?

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Por isso, preparamos uma leitura para você entender a melhor forma de lidar com esse momento da vida do paciente oncológico e ajudá-lo a superar a doença de maneira positiva e otimista. Fique atento às dicas!

Diagnóstico do câncer: como ajudar o paciente a lidar?

Embora receber o diagnóstico do câncer seja algo difícil, o paciente pode sentir-se imensamente amparado quando percebe que as pessoas mais próximas estão realmente lhe dando apoio. Isso é fundamental, pois auxilia no tratamento do câncer melhorando as chances de cura da doença.

Entretanto, mesmo que a vontade de ajudar seja grande, algumas pessoas não fazem ideia da melhor forma de agir nesse momento. Por isso, preste atenção nas dicas a seguir, que poderão te ajudar a ser um ótimo amigo nessa situação:

Esteja disposto a ouvi-lo

Na grande maioria das vezes, o paciente oncológico só deseja desabafar e espera que alguém esteja ali para ouvi-lo. Assim sendo, abra os ouvidos e o coração para ouvir o que a pessoa tem a dizer e quando houver silêncio, respeite e acolha. 

Mostre ao paciente que você o está apoiando e lembre-se de conversar  sobre os temas que sempre se interessou. Acredite: o paciente oncológico não quer falar apenas sobre a doença.

Não o trate como coitadinho

Sentir e demonstrar pena pelo paciente só vai deixá-lo ainda mais desconfortável e fará com que sinta cada vez pior. Por isso, seja positivo e mostre à pessoa que está disposto a encarar este momento difícil junto com ele. Mas fique atento, pois isso não significa que você não deva ter empatia pelo sofrimento do paciente, muito pelo contrário, é fundamental mostrar que você o compreende. O problema é quando a pessoa que deveria ajudar o paciente, passa a deprimi-lo ainda mais.

Respeite o tempo do paciente

Após o diagnóstico, é fundamental que o paciente assimile essa mudança em sua vida e isso pode levar algum tempo. 

Respeite as alterações de humor, mas mantenha-se sempre presente. Quando o paciente estiver pronto, provavelmente, ele irá ao encontro de uma pessoa em que confia plenamente para conversar, mas esteja preparado para lidar com as mais diferentes emoções.

Não generalize a doença

Um dos piores erros das pessoas que desejam ajudar um paciente com câncer é sair pesquisando tudo o que vê sobre a doença na internet. Isso pode ser realmente perigoso, pois existe muita informação falsa e tendenciosa no mundo virtual, o que pode acabar desencadeando situações desastrosas.

Além disso, é importante lembrar que cada caso é único e deve ser tratado individualmente. Uma ajuda válida é conversar com o médico oncologista do paciente e pedir dados e fontes confiáveis sobre a doença para que você ajude com uma pesquisa pertinente.

Seja inspirador e positivo

Ao enfrentar o câncer, é comum que a pessoa passe por diversas transformações físicas. A queda do cabelo pela quimioterapia, emagrecimento ou aumento do peso, ressecamento da pele e palidez podem afetar a autoestima do paciente.

Ajudar seu amigo (a) a encontrar suas tantas belezas é fundamental. Use sua empatia, simpatia, criatividade e amorosidade. 

Ajuda psicológica é indispensável

Mesmo auxiliando o paciente oncológico com conversas motivadoras e permanecendo presente em momentos difíceis, é fundamental que o paciente busque ajuda psicológica.

Isso, pois existem algumas questões mais profundas em que a pessoa não se sentirá completamente confortável em conversar com seus amigos e familiares e, por isso, tende a buscar um recolhimento e privacidade maior.

Assim sendo, estimule-o a procurar ajuda e manter um acompanhamento psicológico regular, pois isso vai ajudar o paciente na eficácia do tratamento.

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Material escrito por:

CRP/SC 7610 Curso de Enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina (1984-1987). Curso de Psicologia na Universidade Regional de Blumenau (2001). Especialização em Psicologia Humanista Rogeriana no Espaço Viver (2013-2014)

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