Asma

Falta de ar e dificuldade para respirar são alguns dos sintomas que acompanham a asma. Conhecida como uma das doenças crônicas mais comuns, junto com a rinite, ela atinge mais de 235 milhões de pessoas no mundo, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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No Brasil, a asma acomete 6,4 milhões de pessoas com mais de 18 anos, com percentual maior entre as mulheres (39%). Os dados são resultantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo não englobou as crianças asmáticas.

Apesar de incurável, a asma é tratada com imunobiológicos, capazes de reduzir e até eliminar os sintomas. Ou seja, é possível conviver com a doença e ter uma boa qualidade de vida, diminuindo a incidência de crises.

O que é asma?

A asma consiste em um estreitamento dos brônquios, que são os canais responsáveis pela passagem de ar, seguido de uma inflamação dos bronquíolos. Como consequência, há uma obstrução na respiração, provocando contrações ou broncoespasmos.

Normalmente, os pacientes com asma sentem mais dificuldade para expirar do que expirar, já que o ar permanece “preso” nos pulmões. Por isso, é frequente que as pessoas reclamem de uma “sensação de sufocamento”, principalmente durante as crises.

O tipo de asma varia muito de pessoa para pessoa. Quer dizer que alguns indivíduos podem apresentar sintomas muito leves, enquanto outros experienciam crises fortes, necessitando de atendimentos de emergência.

Quais os sintomas da asma?

Muitas pessoas confundem os sintomas da asma com outras doenças, como rinites. Por conta disso, recomenda-se procurar um profissional da saúde para melhor diagnóstico, assim que perceber quaisquer desconfortos.

Entre os principais sintomas da asma, destacam-se:

  • dificuldade para respirar;
  • chiado no peito;
  • tosse seca;
  • dor no tórax e peito;
  • respiração ofegante e rápida.

Normalmente, os sintomas são piores à noite e logo ao acordar, mas isso varia de paciente para paciente. Alguns fatores podem agravar os sinais da asma, como a prática intensa de exercícios físicos, exposição a agentes alérgicos (poeira, ácaro, etc.), poluição ambiental e mudanças climáticas.

E as causas?

Pessoas de todas as idades podem ter asma, porém o diagnóstico é feito geralmente na infância. Não há uma causa única para a doença, mas alguns fatores podem desencadear sintomas e colaborar para o surgimento do problema.

Entre os aspectos ambientais, encontram-se a exposição às sujidades, poeira, ácaros e fungos, além de infecções respiratórias virais (como o vírus sincicial da pneumonia e o rinovírus, do resfriado).

No caso dos fatores genéticos, tem-se o histórico familiar. É comum que pessoas da mesma família sofram de asma, especialmente por indivíduos com doenças respiratórias frequentes.

Para prevenir a asma, recomenda-se não fumar, ter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, ter uma boa hidratação, tomar a vacina contra a gripe e evitar ambientes com grande acúmulo de poeira.

O inverno é uma estação ainda mais complicada para os asmáticos, especialmente quando a redução da temperatura vem acompanhada da diminuição da taxa de umidade. Nestes períodos, vale a pena redobrar os cuidados com a saúde.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de asma é clínico, feito por meio da avaliação médica do paciente. Para confirmar, é comum a requisição do exame de função pulmonar, conhecido como espirometria. Com o procedimento, é possível verificar a gravidade da doença.

O tratamento irá depender diretamente da classificação do tipo de asma. Em alguns casos, há a prescrição de imunobiológicos, enquanto outros são tratáveis com terapias não medicamentosas.

Qual tratamento para asma?

A melhor compreensão da asma por parte dos pacientes, em conjunto com o avanço dos tratamentos medicamentosos para portadores graves da doença, ajudou a reduzir em até 49% o número de internações e óbitos no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

O tratamento não medicamentoso envolve terapia e prevenção, enquanto o medicamentoso é feito a base da associação de remédios broncodilatadores, anti-inflamatórios, corticoides e imunobiológicos, conforme o tipo de asma e a recorrência das crises.

Independentemente da gravidade da asma, é recomendável seguir os protocolos de prevenção, por isso, a conscientização do paciente é o tratamento mais efetivo para o controle da doença.

Tem dúvidas sobre a asma e quer saber mais informações sobre o tratamento? Entre em contato conosco, clicando aqui!

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Material escrito por:
esaude@clinicasoma