Espondilite Anquilosante

A espondilite anquilosante é uma doença autoimune de caráter inflamatório, responsável por acometer os tecidos conjuntivos do organismo, provocando inflamação das articulações da coluna e das chamadas grandes articulações, como ombros e quadris.

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Os sintomas da doença podem surgir com intensidade moderada ou intensa, da mesma forma em que as crises de dor aguda se alternam com períodos de bem-estar.

Por isso, é importante ficar muito atento aos sintomas da espondilite anquilosante para perceber quando é o momento de procurar ajuda médica.

Para conhecer mais sobre a espondilite anquilosante, assim como ficar por dentro dos detalhes sobre seu diagnóstico e a melhor forma de tratamento, leia o artigo:

Espondilite Anquilosante

Espondilite anquilosante: o que causa a doença?

Embora não hajam evidências exatas sobre o que causa a doença, é constatado que o problema tenha relação com histórico familiar. Geralmente, acomete mais homens do que mulheres, em idade média que corresponde ao final da adolescência até os 40 anos de idade.

Além disso, de acordo com o Consenso Brasileiro de Espondiloartropatias e outros estudos, constata-se que a doença é muito mais frequente em pessoas que herdaram um determinado grupo sanguíneo dos glóbulos brancos, quando comparadas aos que não possuem o marcador genético, chamado HLA-B27.

Atenção aos sintomas da espondilite anquilosante

Como vimos, a espondilite anquilosante é uma doença inflamatória, que acomete as articulações do esqueleto axial, ou seja, aquele que agrupa os ossos da cabeça, tórax e coluna.

No entanto, as regiões mais afetadas são a coluna vertebral, os ombros, os quadris e os joelhos. Dependendo do caso, é possível ainda que se manifestem lesões em outras regiões do corpo, como olhos, coração, pulmões, intestinos e pele.

De forma geral, podemos classificar como os principais sintomas da espondilite anquilosante as seguintes manifestações:

  • dor na coluna de caráter intensificado no período da manhã e/ou à noite;
  • rigidez matinal da coluna, que diminui a intensidade no decorrer do dia;
  • cansaço, perda de peso e anemia;
  • dor no peito, que piora com respiração profunda.

As dores manifestadas tendem a melhorar com exercícios e piorar com o repouso, além de apresentar picos de durabilidade. Ou seja, podem surgir com intensidade moderada o intensa e desaparecer espontaneamente, até que recidivam em uma nova crise após algum tempo.

É importante procurar ajuda médica ao notar algum dos sintomas, principalmente se permanecem por semanas, seguidas de períodos mais críticos de desconforto.

Diagnóstico: como saber que eu tenho a doença?

Para a confirmação da espondilite anquilosante, é importante utilizar critérios clínicos e radiográficos. Ou seja, primeiramente será realizada uma análise clínica do paciente e, a partir de suspeitas de sinais e sintomas, alguns exames complementares deverão ser indicados.

Na análise clínica, será observado principalmente se há: dor lombar há mais de três meses de duração, que melhora com exercício, mas não ameniza pelo repouso; limitação da coluna lombar nos planos frontal e sagital, e expansibilidade torácica diminuída.

Já os critérios radiográficos buscam constatar: sacroiliíte bilateral (grau 2, 3 ou 4) ou sacroiliíte unilateral (grau 3 ou 4).

Além disso, exames laboratoriais complementares poderão ser indicados.

Por isso, para a identificação do diagnóstico, será necessário obter a confirmação de, pelo menos, um critério clínico e um critério radiográfico.

É fundamental orientar que o diagnóstico precoce é de extrema importância para evitar a progressão da doença e suas possíveis complicações. Assim sendo, quanto antes for realizado o tratamento, maiores são as chances de interromper o desenvolvimento acelerado da doença.

Tratamento: qual a melhor forma de tratar a doença?

Mesmo que não haja cura para a espondilite anquilosante, quando tratada corretamente, o paciente é capaz de conviver com a doença e manter sua qualidade de vida.

Geralmente, o intuito imediato do tratamento é amenizar os sintomas, como inflamação e dor, buscando interromper a progressão da doença.

Da mesma forma, é indicado que o paciente mantenha a mobilidade das articulações acometidas para não forçá-las ainda mais. Também é recomendado que seja adotado pelo paciente a correção da coluna, buscando manter a postura ereta.

Nos casos em que o quadril é afetado, é possível realizar um procedimento cirúrgico, quando necessário para a liberação dos movimentos.

De maneira geral, o tratamento da espondilite anquilosante engloba o uso de medicamentos, fisioterapia, correção postural e a prática de exercícios físicos, que deve ser indicado conforme cada caso.

Tratamento com imunobiológicos

Além disso, uma das formas que vem obtendo destaque para o tratamento da doença é o uso de medicamentos imunobiológicos.

Considerados como “bisturis farmacológicos”, esse tipo de medicação é capaz de atuar diretamente no alvo específico do problema, promovendo assim a interrupção ou estimulação do sistema imunológico, no intuito de normalizar a desordem causada pela doença autoimune.

Essa é uma via muito eficaz, pois age diretamente na inflamação da doença, buscando aliviar tanto a dor, quanto a progressão do problema, evitando assim, possíveis complicações futuras.

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Material escrito por:
Clínica Soma
Tratamentos oncológicos e com imunobiológicos em Florianópolis