Lúpus Eritematoso Sistêmico

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença de caráter inflamatório e crônico, classificada como uma desordem autoimune e que acomete, principalmente, mulheres jovens.

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Consiste em uma doença que apresenta diversos sintomas, dependendo da localização do seu processo inflamatório, o que pode acabar adiando a precisão do diagnóstico nas fases iniciais do problema.

É importante deixar claro que essa é uma doença tratável e que o paciente pode manter sua qualidade de vida ao tratar o problema corretamente.

Além disso, quanto antes for realizado o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações. Conheça mais sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES):

Lúpus Eritematoso Sistêmico

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): o que preciso saber sobre a doença?

Embora não se saiba o que realmente desencadeia o lúpus, sabe-se que a doença está relacionada à fatores genéticos, hormonais e ambientais.

Ou seja, as pessoas que nascem com predisposição genética a desenvolvê-la, é possível que apresentem alterações imunológicas após submeter-se à determinados fatores ambientais, como quadros de infecções e irradiação solar.

Além disso, o lúpus é classificado como uma doença autoimune, pois os pacientes apresentam um desequilíbrio na produção de anticorpos, que reagem com as proteínas do organismo e, assim, causam inflamações em diversos órgãos.

Assim sendo, é importante ressaltar que o tipo de sintoma que a pessoa desenvolve está relacionado também ao tipo de anticorpo que apresenta desordenado.

Ou seja, da mesma forma que o desenvolvimento do anticorpo diz respeito às características genéticas de cada pessoa, a apresentação dos sintomas será específica da mesma forma.

Como identificar o lúpus eritematoso sistêmico?

Existem dois tipos principais de lúpus: o lúpus cutâneo e o lúpus sistêmico. O lúpus cutâneo se manifesta por meio de manchas na pele, principalmente nas regiões que ficam expostas à luz solar. Já o lúpus sistêmico acomete um órgão ou mais.

Por isso, os sintomas do lúpus são inúmeros e tendem a variar de acordo com a fase de atividade da doença. Inicialmente, as principais manifestações gerais surgem por meio do cansaço; desânimo; febre; perda de apetite e emagrecimento.

Sobre as manifestações clínicas mais frequentes da doença, classificamos por:

Lesões na pele

As lesões na pele surgem na maioria dos casos e aparecem como manchas avermelhadas nas maçãs do rosto, nariz e dorso, chamadas de lesões em asa de borboleta e que não deixam cicatriz.

Também podem ocorrer as lesões discóides, que são mais delimitadas e, frequentemente, deixam cicatrizes por meio de alterações na pele.

A pele também pode apresentar inflamação de pequenos vasos, desencadeando a presença de manchas vermelhas nas pontas dos dedos das mãos ou dos pés e que causam desconforto.

Além disso, a queda de cabelo e a fotossensibilidade também aparecem como sinais evidentes da doença.

Inflamações

Inflamações nas membranas do coração e pulmão surgem de forma leve e assintomática, embora possa aparecer como dor intensa no peito, desconforto ao respirar, tosse seca e falta de ar.

Além disso, em outros casos, há detecção de inflamação nos rins nos exames laboratoriais. Quando a situação se agrava, o quadro pode progredir para insuficiência renal.

Desconfortos articulares

Geralmente, a dor nas articulações é uma queixa bastante comum entre os pacientes.

Joelhos, pés, mãos e punhos são os lugares mais afetados, já que as articulações nessas localidades causam intensa dor de maneira intermitente, com picos de desconforto mais agudo, intercalados com ausência de dor.

Alterações no sangue

É possível que a doença passe a destruir as células do sangue, podendo desencadear anemia, diminuição dos glóbulos brancos e de plaquetas.

Em decorrência dessas alterações, o paciente pode apresentar: cansaço; palidez; aumento do sangramento menstrual; sangramento da gengiva e hematomas.

Outras manifestações

Embora aconteça com menos frequência, é possível que o paciente apresente alterações neuro-psiquiátricas, levando à convulsões, depressão, mudança de humor e comportamento.

Diagnóstico e tratamento

A partir da identificação de um ou mais sintomas descritos, o ideal é procurar ajuda médica imediata. Dessa forma, exames laboratoriais serão indicados para confirmar o diagnóstico.

Hoje em dia também já existe um exame exclusivo para detectar o lúpus eritematoso sistêmico (LES), de alta especificidade e que permite o diagnóstico com muita clareza.

Para tratar o lúpus eritematoso sistêmico (LES) será indicado o uso de medicamentos que diminuem a inflamação no organismo para os órgãos internos afetados, além de medicações de uso tópico e injeções para amenizar os processos inflamatórios da pele.

Além disso, o uso de medicamentos imunobiológicos é de extrema importância para tratar a doença, no intuito de modular a imunidade do organismo e controlar a desordem autoimune causada pela doença.

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Material escrito por:
Clínica Soma
Tratamentos oncológicos e com imunobiológicos em Florianópolis

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