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Tumores malignos e benignos: qual a diferença entre eles

Material escrito por:
Dr Felipe de Borba Chiaramonte Silva - CRM/SC 14780 – RQE 12324
Tumores malignos e benignos: qual a diferença entre eles

É muito comum que os pacientes tenham dúvidas sobre a diferença entre tumores malignos e benignos ao receberam um diagnóstico oncológico. Contudo, antes de qualquer coisa, é muito importante entender o que é um tumor.

Quando falamos sobre a observação de qualquer aumento de volume em partes do corpo, estamos nos referindo a um tumor. E, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tumor é caracterizado pelo crescimento do número de células, chamadas neoplasias, que podem ser benignas ou malignas.

As neoplasias malignas são o que conhecemos como câncer, já as neoplasias benignas apresentam um crescimento organizado e lento, além de limites nítidos. Por esse motivos, dizemos que nem todo tumor é câncer.

Esse crescimento do número de células, ou seja, as neoplasias, acontece devido a uma mutação na estrutura genética dos oncógenes ativadores, que controlam a multiplicação celular e regulam o crescimento e a morte das células.

Então, quando falamos nos tumores benignos, essa alteração é pequena, ou seja, não interfere significativamente nessa função.

Continue a leitura para entender melhor.

O que é tumor maligno?

As neoplasias, ou tumores malignos, são agressivas e, em sua maioria, de crescimento rápido. Isso acontece devido a uma multiplicação celular descontrolada e desordenada. Esse tipo de tumor também tem a capacidade de invadir outros órgãos.

Apesar disso, o tumor maligno tem cura. Se for diagnosticado precocemente, as chances de cura com o tratamento oncológico adequado são muito altas.

O que é tumor benigno?

As neoplasias, ou tumores benignos, como dito antes, possuem um crescimento de forma organizada e lenta, apresentando limites bem demarcados, já que ficam restritas a uma cápsula fibrosa.

Por esse motivo, elas não se espalham para tecidos vizinhos nem desenvolvem metástases. Outras diferenças entre esses dois tipos de tumores é a aparência e a estrutura das células atacadas. As neoplasias benignas são constituídas por células muito parecidas às originais, já as neoplasias malignas, não.

Como surgem os tumores malignos e benignos?

Não existe uma causa única e geral para o surgimento desses tumores. No entanto, devido a fatores hereditários ou adquiridos, como uma alimentação inadequada e o tabagismo, as células do organismo sofrem mutações.

Em um organismo saudável, essas células alteradas são eliminadas pelo sistema imunológico. Quando isso não acontece, elas se reproduzem e formam as neoplasias, que são os tumores malignos e benignos.

Sintomas dos tumores malignos e benignos

Os sintomas dos tumores vão depender se eles se tratam de neoplasias malignas ou benignas, assim como do local aonde se desenvolvem.

No caso de tumores no pulmão, a tosse, dor no peito e até mesmo falta de ar podem ser sinais de uma dessas neoplasias. É válido destacar que os tumores malignos e benignos, em sua forma geral, não costumam apresentar sintomas em suas fases iniciais.

Contudo, o organismo sempre dá um jeito de indicar que algo não está certo por meio de qualquer sinal. Por isso, é muito importante estar atento ao próprio corpo. Alguns dos sintomas são:

  • lesões no corpo;

  • nódulos nas mamas;

  • nódulos nas próstatas;

  • sangue nas fezes;

  • tosse com sangue;

  • perda de peso sem motivo aparente.

Esses são só alguns exemplos de sinais que podem indicar a presença de tumores benignos ou malignos. Por esse motivo, exames periódicos e avaliações médicas de rotina são sempre recomendados, ainda mais se o paciente tiver casos de tumor na família.

Tratamento e cura de tumores malignos e benignos

São muitos os tratamentos existentes para cuidar dos tumores malignos e benignos. Um tumor benigno, por exemplo, pode ser totalmente removido por meio de cirurgia, já o tumor maligno, não.

Nos casos de neoplasias benignas, o médico consegue extrair o tumor com um pedaço do órgão vizinho que não foi atingido, já que esse tumor não consegue se espalhar. Por isso, na maioria das vezes, a operação resolve a maior parte dos casos.

Em contrapartida, as neoplasias malignas não são curadas tão facilmente, já que dependem  do diagnóstico precoce e do tratamento adotado. Como já dito antes, esses tumores são mais agressivos e, por isso, haverá a necessidade de recorrer à métodos como a quimioterapia e a radioterapia para matar as células cancerosas.

Dependendo do caso, é preciso realizar um procedimento cirúrgico para retirar áreas maiores já tomadas pela doença, mas em alguns casos ainda pode ocorrer a recidiva do câncer.

Exemplos mais recorrentes de tumores malignos e benignos

São muitos os tipos de tumores malignos e benignos que podem ser encontrados. Por esse motivo, destacamos alguns exemplos mais comuns de cada caso.

Nas neoplasias benignas, os tumores mais frequentes são:

  • lesões de pele;

  • pólipos intestinais;

  • fibromas de mama;

  • órgãos ginecológicos;

  • miomas;

  • próstata;

  • pólipos.

Já os tumores malignos mais comuns manifestam-se:

Independente do tipo de tumor, é muito importante um acompanhamento médico para o tratamento ideal. Afinal, um diagnóstico precoce pode salvar vidas.

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