Urticária Crônica Espontânea

A urticária crônica esponatânea é uma irritação na pele semelhante à alergia, com lesões avermelhadas e coceira extrema, mas que dura por um período maior do que 6 semanas.

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Diferentemente das alergias, a urticária crônica espontânea não é causada por fatores externos, como alimentos, corantes, produtos de limpeza, entre outros. Além disso, as irritações podem permanecer no corpo por 24 horas e, depois, aparecer em outra região. Por isso, muitos pacientes têm a sensação que as coceiras se “movem” pelo corpo.

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 1 a cada 250 pessoas no Brasil sofre com a urticária crônica espontânea, sendo mais comum em jovens e adultos entre 20 a 40 anos. No entanto, indivíduos de qualquer idade podem apresentar sintomas.

Os avanços na área da saúde colaboram para reduzir essa incidência, especialmente com o uso de imunobiológicos.

O que é a urticária crônica?

A urticária crônica é caracterizada pela presença de urticas e/ou angiodemas por um período maior que 6 semanas, sendo caracterizada em dois tipos: a urticária crônica espontânea (UCE) e a urticária crônica induzida (UCIND).

No caso da UCE, como o próprio nome já diz, os sintomas aparecem de forma espontânea, sem a presença de um fator desencadeante. Segundo a ASBAI, 60% de todas as urticárias crônicas são espontâneas, acometendo principalmente as mulheres de meia-idade.

Já na UCIND, há agentes estimulantes, como o clima, contato, substâncias alérgicas ou por pressão. Pacientes com a doença costumam apresentar dermografismo sintomático (marcas vermelhas na pele), além de urticária decorrente da exposição ao sol, ao frio e aquagênica (um tipo mais raro de urticária, que provoca alergia à água).

Algumas pessoas podem manifestar mais de um tipo de urticária crônica espontânea ao mesmo tempo, com sobreposição dos sintomas.

Quais são os sintomas?

O primeiro sinal da urticária crônica espontânea é a coceira na frequente na pele, que não cessa mesmo com a administração de antialérgicos – e essa é uma das diferenças entre as urticárias e as crises de alergia.

Além disso, alguns sinais recorrentes da urticária crônica espontânea são:

  • manchas avermelhadas e elevadas;
  • inchaço nos lábios, pálpebras e línguas;
  • inchaço nas extremidades e genitais;
  • aumento da temperatura do corpo.

Dependendo do tipo de urticária, como a de pressão, as lesões também causam dor ou ardor no paciente. Em quase todos os tipos de UCIND, os sintomas aparecem rapidamente após o estímulo. Já na UCE, os sintomas podem surgir do nada e perdurar por dias.

O que causa a urticária crônica espontânea?

No caso da urticária crônica espontânea (UCE), ainda não se sabe a causa científica da doença. Alguns estudos demonstram a possibilidade das urticárias serem uma doença autoimune, com a produção de anticorpos pelo próprio organismo.

Para corroborar a teoria, observa-se que a UCE está normalmente associada com outras doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto.

Enquanto isso, a urticária crônica induzida (UCIND) é desencadeada por diversos fatores e recebe um nome específico, de acordo com a causa. Os principais tipos são:

  • urticária ao frio: contato da pele com o frio;
  • urticária de pressão tardia: pressão sobre a pele;
  • urticária de calor localizado: contato com objetos quentes;
  • urticária solar: incidência da luz do Sol sobre a pele;
  • dermografismo: fricção sobre a pele;
  • angioedema vibratório: vibração sobre a pele;
  • urticária aquagênica: contato da pele com a água;
  • urticária colinérgica: aumento da  temperatura corporal;
  • urticária de contato: resultante de produtos químicos, plantas e alimentos.

O tratamento dependerá do tipo de urticária diagnosticada. Atualmente, o destaque é a prescrição de medicamentos autoimunes, que têm melhorado a qualidade de vida dos pacientes e reduzindo os sintomas.

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico da urticária crônica espontânea é feito por exame clínico, em conjunto com testes completos de sangue e alergia, para detectar se a doença é espontânea ou crônica. O médico também pode requisitar exames complementares, para checar a presença de outras doenças no corpo, bem como infecções.

Qual o tratamento?

Desde 2015, uma nova opção de tratamento surge no Brasil para urticária crônica espontânea foi aprovada pela ANVISA, com o uso de um medicamento imunobiológico.

Alguns estudos recentes da ASBAI mostram a eficácia dos imunobiológicos para o tratamento contra a UCE, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O uso dos imunobiológicos deve ser feito somente com prescrição médica. Por conta disso, vale a pena procurar uma clínica especializada para diagnóstico da doença.

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Urticária Crônica Espontânea

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Material escrito por:
esaude@clinicasoma