Qual o tratamento para quem tem lúpus?

24/09/2018

Qual o tratamento para quem tem lúpus?

Lúpus é a manifestação de uma doença autoimune, ou seja, aquela em que o sistema imunológico ataca o próprio organismo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o lúpus acomete mais mulheres do que homens e mais adultos jovens, em relação aos idosos e crianças. Diz respeito a uma doença crônica, em que seus cuidados exigem continuidade de tratamento e monitorização da atividade e progressão da doença.

 

Geralmente, sua manifestação é na pele, por isso, pode ser chamada de Lúpus Erimatoso Sistêmico (LES), embora também possa atacar órgãos internos. Neste artigo, apresentamos mais detalhes  sobre a doença.

 

Como o lúpus pode se manifestar?

Por ser uma doença autoimune, o lúpus agride o sistema imunológico e desorganiza a produção de anticorpos e os respectivos mecanismos de defesa do organismo. Assim, é possível que lúpus se manifeste de duas maneiras distintas:

  • lúpus cutâneo: quando acomete a pele principalmente, levando à manifestação de manchas avermelhadas ou eritematosas, especialmente em áreas que ficam expostas à luz solar, como a face, braços, orelhas e colo;
  • lúpus sistêmico: quando a doença acomete um ou mais órgãos internos, como  como articulações, coração, rim, cérebro e pulmão.

 

Quais são os sintomas do lúpus?

Para diagnosticar a presença de lúpus, é importante realizar um conjunto de exames clínicos e laboratoriais, juntamente com o acompanhamento de um especialista. É fundamental que o conjunto de manifestações sejam considerados para o diagnóstico e não apenas sintomas isolados.

 

Dessa forma, os sintomas averiguados serão avaliados de acordo com o tipo de lúpus, assim como a fase de atividade da doença. É importante orientar que os sintomas podem aparecer simultaneamente ou de maneira sequencial. São eles:

  • sensibilidade ao sol nas áreas mais expostas;
  • manchas avermelhadas que descamam facilmente;
  • queda de cabelo;
  • emagrecimento;
  • perda de apetite;
  • febre;
  • cansaço;
  • desânimo;
  • inflamações na pele, articulações, nervos, rins, cérebro, membrana que recobre o pulmão (pleura) e membrana que recobre o coração (pericárdio);
  • manifestações nos olhos;
  • aumento do fígado, baço e gânglios podem surgir na fase mais ativa da doença;
  • lesões na pele, principalmente as avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz;
  • diminuição das células do sangue (leucócitos, hemácias, linfócitos e plaquetas);
  • convulsões;
  • trombose.

 

Como tratar o lúpus?

Para tratar o lúpus, será importante que o especialista verifique a manifestação relatada pelo paciente, além de considerar o tipo de lúpus em questão.

 

Dessa maneira, o tratamento irá priorizar o controle da atividade da doença, buscando amenizar os efeitos colaterais dos medicamentos, no intuito de trazer bem estar aos portadores da doença. Ainda assim, algumas medidas podem ser necessárias no tratamento da doença, tais como:

  • uso de medicamentos que diminuam a inflamação no organismo para os órgãos internos afetados;
  • uso medicamentoso de cremes e injeções locais que diminuem a inflamação cutânea;
  • para casos em que a doença atingiu os pulmões, rins e cérebro, será necessário o uso de medicamentos imunossupressores, que muitas vezes, requerem infusões venosas ou internação hospitalar;
  • acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com neurologistas, nefrologistas, pneumologistas, reumatologistas, dermatologistas e psicólogos será de suma importância.

 

Por isso, é fundamental que o tratamento seja completamente individualizado e específico para cada caso. Assim, é indispensável considerar um acompanhamento eficaz por uma clínica de confiança e que proporcione uma aproximação com o paciente, além da eficiência do tratamento.

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