Quem tem doenças autoimunes pode engravidar?

Por: - CRM/SC 3413 - RQE 7715
Publicado em 12/06/2019 - Atualizado 25/06/2019

Quem tem doenças autoimunes pode engravidar?

As doenças autoimunes são desordens do organismo que comprometem o sistema imunológico de forma que o corpo passa a atacar os próprios órgãos e outras funções vitais, ao invés de protegê-lo.

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Como as doenças autoimunes atingem diversas partes do organismo de maneira severa, também podem prejudicar consideravelmente o período gestacional. Isso acontece por diversos motivos.

Para descobrir a relação da doença autoimune com a gravidez, acompanhe o artigo:

Doença autoimune e infertilidade

As doenças autoimunes tendem a reduzir a fertilidade feminina, junto com a utilização de alguns medicamentos indicados para controlar a doença. Felizmente, hoje em dia já existem tratamentos para a infertilidade que possibilitam uma gravidez à mulher com doença autoimune.

Assim sendo, a mulher que já possui alguma doença autoimune e que deseja engravidar deve recorrer a um tratamento específico para infertilidade, além de se comprometer a tomar medidas mais sérias para evitar um aborto, além de outras complicações. 

Mas e quando a mulher já apresenta um quadro de doença autoimune e engravida normalmente?

Doença autoimune e gravidez: qual a relação?

Sabemos que as doenças autoimunes podem atingir diversas partes do organismo, como músculos, nervos, articulações, tecido conjuntivo, sistema gastrointestinal e endócrino, por exemplo.

Agora imagine só, uma gestante, que necessita de total saúde do corpo para o bom desenvolvimento do bebê, portando uma doença autoimune. Obviamente, as chances de complicações para essa gravidez também aumentam consideravelmente.

Por ser considerado um problema crônico, a doença autoimune apresenta fases de remissão e de surtos mais intensos, o que aumenta a probabilidade de um aborto espontâneo

Por isso, a gestante com doença autoimune deve dispor de uma orientação mais próxima. Assim, é possível prevenir o abortamento e outras complicações gestacionais, que podem variar de uma doença autoimune e outra.

Como algumas doenças autoimunes atingem a gravidez?

Algumas doenças autoimunes são muito mais comuns em mulheres. Por isso, quando uma mulher com doença autoimune engravida, os anticorpos anômalos, decorrentes dos distúrbios autoimunes, podem atravessar a placenta e atingir o feto, desencadeando uma série de problemas.

Relacionamos a seguir, algumas doenças autoimunes mais severas para a gestação, observando de que maneira essa interação pode ser nociva, tanto para o feto, quanto para a mãe. Confira!

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide pode se manifestar após o parto ou durante o período gestacional e, caso a mulher já tenha o problema antes de engravidar, é possível que os sintomas da doença diminuam ou cessem temporariamente durante a gravidez, retornando após o parto.

Quando um surto de artrite reumatoide acontece durante gravidez, este é tratado com corticosteroide. Além disso, quando a artrite reumatoide já atingiu as articulações do quadril e da lombar, o parto pode ser ainda mais difícil para a gestante.

Lúpus eritematoso sistêmico

O quadro do lúpus pode apresentar melhora, assim como surgir pela primeira vez no período gestacional. Geralmente, o lúpus na gravidez está relacionado a uma sucessão de abortos espontâneos, partos prematuros e fetos não tão bem desenvolvidos. No entanto, o mais comum é que os surtos se manifestem com maior intensidade após o parto.

O maior problema do lúpus na gravidez é que os anticorpos podem atravessar a placenta e atingir o feto, que, consequentemente, pode apresentar anemia, baixa contagem de glóbulos brancos e plaquetas, assim como diminuição da frequência cardíaca.

Procure ajuda especializada

De qualquer forma, é importante fazer um acompanhamento rigoroso com um especialista e procurar uma clínica de confiança para tratar de doenças autoimunes. Lembre-se que cada caso é individualizado e deve ser tratado de maneira específica.  

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Material escrito por:
- CRM/SC 3413 - RQE 7715
Publicado em 12/06/2019 - Atualizado 25/06/2019

Oncologia clínica Curso de Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (1981) Especialização em Oncologia Clínica (1985)

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