Conheças as doenças autoimunes específicas de órgão


Publicado em 11/02/2020 - Atualizado 03/03/2020

Conheças as doenças autoimunes específicas de órgão

As doenças autoimunes específicas de órgão representam uma subdivisão das doenças autoimunes. Mas, como será que atuam no organismo?

Sabemos que uma doença autoimune é caracterizada por uma desordem no sistema imunológico, já que a resposta imune fica tão desorganizada, que é capaz de atacar o próprio corpo.

Quando isso acontece, o sistema imunológico deixa de cumprir a função de proteção e, muito pelo contrário, passa a agredir o organismo.

Existem algumas formas em que a doença autoimune se manifesta. Quando isso acontece especificamente nos órgãos, chamamos de doenças autoimunes específicas de órgão.

Leia o artigo para compreender como isso acontece e quais são as principais doenças autoimunes específicas de órgão:

Doenças autoimunes específicas de órgão e doenças autoimunes sistêmicas

O processo autoimune pode atingir o organismo destruindo tipos específicos de células, tecidos, articulações ou órgãos. Por isso, primeiramente, é necessário compreender que as doenças autoimunes se dividem em dois grupos, que chamamos de doenças autoimunes específicas de órgão e doenças autoimunes sistêmicas.

As doenças autoimunes sistêmicas são aquelas que afetam qualquer parte do organismo e os inúmeros sistemas do corpo, ao mesmo tempo. 

É o caso, por exemplo, das seguintes doenças: lúpus eritematoso sistêmico (LES); artrite reumatóide; artrite psoriática; psoríase; espondilite anquilosante; vitiligo; esclerose múltipla e doença de Crohn.

Já as doenças autoimunes específicas de órgão são aquelas que atacam diretamente um único órgão. Isso pode ocorrer pela estimulação do crescimento de um órgão ou simplesmente pela interferência na qualidade e saúde de sua função. 

Principais doenças autoimunes específicas de órgão

Vamos conhecer algumas das principais doenças autoimunes específicas de órgão e entender como se manifestam, qual é o tratamento e de que forma é possível identificá-las. Confira:

Anemia perniciosa

A anemia perniciosa é um tipo de anemia que se dá pela diminuição do número de hemácias no sangue, em consequência da dificuldade da absorção da vitamina B12 pelo trato gastrointestinal, principalmente pelo estômago.

De forma geral, o que acontece é a ausência de uma proteína especial, o fator intrínseco, que é necessário para absorver a vitamina B12. Em decorrência disso, todo o trato gastrointestinal é afetado.

A anemia perniciosa se manifesta por meio dos seguintes sinais: fadiga; constipação ou diarreia; diminuição do apetite; palidez; dificuldade de concentração; sangramento na gengiva e dificuldade para respirar.

Para tratar a doença, o ideal é equilibrar os níveis de vitamina B12 e isso pode ser feito por meio de dosagens em vacina, sendo complementada por via oral, quando necessário.

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é uma doença crônica de ordem autoimune que leva o organismo a produzir anticorpos contra várias proteínas das ilhotas de Langergans, destruindo-as. Consequentemente, isso leva à falência da secreção de insulina, produzida pelo pâncreas.

Ou seja, ao atingir o pâncreas, a diabetes tipo 1 leva o paciente à dependência permanente de insulina exógena para cumprir as funções do organismo que foram danificadas pela doença. 

Assim sendo, é possível prevenir a descompensação metabólica a que o corpo é exposto pela doença. Quando não tratada, a diabetes tipo 1 pode levar à morte.

Além da compensação de insulina, o tratamento consiste em uma dieta específica e prática de atividades físicas regulares. 

Embora a diabetes tipo 1 não apresente sintomas por um longo período, alguns pacientes manifestam a doença a partir de algum processo infeccioso. Vale ressaltar que apenas a diabetes tipo 1 é considerada autoimune.

Tireoidite de Hashimoto

A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune que atinge, especificamente, a glândula tireoide.

De caráter crônico, essa doença é causada pela reação autoimune na qual o corpo passa a atacar as células da tireoide, desencadeando uma resposta hipoativa à tireoide, na maioria das vezes, a qual chamamos de hipotireoidismo.

Embora seja menos comum, a tireoidite de Hashimoto também pode desencadear uma resposta hiperativa da glândula, denominada de hipertireoidismo.

A identificação da doença se dá pela percepção de um aumento firme e indolor da tireoide, que pode vir acompanhada de sensação de inchaço no pescoço.

Para tratar essa doença, é indicado evitar o excesso de iodo e, na maioria das vezes, é feita a reposição do hormônio deficiente da tireoide pelo resto da vida.

Converse com o seu médico

Qualquer que seja o seu diagnóstico de doença autoimune específica de órgão, converse com o seu médico para verificar o melhor tratamento. Lembre-se que cada caso deve ser tratado de forma individualizada e humanizada. Gostou do artigo? Entre em contato com a nossa equipe em caso de dúvidas, vamos ficar muito felizes em atendê-lo.

Whatsapp